União Brasileira de Compositores vai ao Rio2C com ambiente centrado na IA Chiquinha

Inspirada em Chiquinha Gonzaga, uma das fundadoras da UBC, a assistente virtual é protagonista do estande por representar o legado da instituição e seu movimento de modernização

A União Brasileira de Compositores (UBC) ocupa o Rio2C 2026 com uma programação que conecta memória, inovação, inteligência artificial e capacitação para o mercado musical. O destaque da participação da entidade é a assistente virtual Chiquinha, IA lançada como símbolo de uma nova era no relacionamento digital com artistas, compositores, intérpretes, produtores e demais detentores de direitos autorais. A agenda ainda conta com apresentações musicais e um painel de debates.

Batizada em homenagem a Chiquinha Gonzaga — uma das fundadoras da UBC e ícone da música brasileira —, a assistente virtual assume o papel de protagonista no estande da instituição. A escolha representa, ao mesmo tempo, o respeito à trajetória da entidade e seu impulso de modernização.

A ideia é entregar ao público do evento uma experiência que costura passado, tecnologia e tendências, reposicionando a UBC como uma organização que abraça as mudanças da indústria fonográfica sem abrir mão de sua missão histórica: proteger e orientar criadores.

Lançada em setembro do ano passado, junto com o novo site da UBC, a Chiquinha responde em tempo real a dúvidas frequentes do dia a dia dos associados — como filiação, cadastro de obras e fonogramas, pagamentos, relatórios, direitos autorais e execução pública. Com tom acolhedor e linguagem acessível, a ferramenta se consolida como um novo canal de conexão entre a entidade e seus titulares, reafirmando o compromisso da UBC com a tecnologia a serviço da música.

No estande montado no Rio2C, a ativação foi pensada a partir desse conceito. O espaço é dividido em duas atmosferas: uma voltada à memória, tradição e história da música brasileira, inspirada no universo simbólico de Chiquinha Gonzaga; e outra contemporânea e tecnológica, desenhada para a interação com a assistente virtual. A ideia não é reproduzir uma casa antiga, mas criar um ambiente que conecte herança, inovação e perspectivas futuras.

O público pode conversar com a Chiquinha por meio de uma tela interativa com perguntas sobre direito autoral. Ao escolher um tema, o visitante assiste à assistente respondendo de maneira direta e didática. O estande também oferece uma experiência imersiva com fones de ouvido, onde será possível ver e ouvir a personagem conduzindo uma mensagem institucional sobre a UBC, a relevância dos direitos autorais e o novo momento digital da entidade.

A mostra ainda revela o processo criativo por trás da personagem. A Chiquinha nasceu do encontro entre criação humana e tecnologia: foi concebida e ilustrada por um artista visual, com traços que transmitem acolhimento, modernidade e a força de uma referência histórica. Depois, ganhou movimento pelas mãos de uma especialista em vídeo e motion design.

Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga

A programação da União Brasileira de Compositores no Rio2C teve ainda uma atuação especial no dia 26/05, às 18h, com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga. A apresentação ampliou a ponte entre a assistente virtual e a figura histórica que a inspira, levando ao evento um projeto que também carrega no nome a força simbólica da compositora.

O momento ganhou ainda mais significado porque a Cidade das Artes foi o primeiro palco onde a orquestra se apresentou. Agora, o grupo retorna ao local justamente no ano em que completa cinco anos de trajetória.

Impactos da IA na indústria da música

No dia 27/05, às 11h30, a UBC promove o painel “O Som do Futuro: IA Quântica, Música e Direitos”, no palco SoundBeats I. A conversa aborda como a nova geração da inteligência artificial — incluindo a IA quântica — está transformando a criação, a distribuição e a monetização da música. O debate também vai tratar dos reflexos dessas tecnologias sobre direitos autorais, regulação, ética e proteção da autoria humana.

Participam da mesa Fernanda Takai (diretora da UBC), Karina Callai (advogada da Callai & Advogados Associados) e Bia Ambrogi (presidente da Apro+Som). A mediação será de Bruna Campos, representante da UBC.

Ao unir uma ativação digital imersiva, uma ação artística ancorada na memória de Chiquinha Gonzaga e um debate de ponta sobre inteligência artificial e direitos autorais, a UBC transforma sua passagem pelo Rio2C em um retrato do momento atual da música. Num mercado atravessado por novas tecnologias, plataformas e formas de consumo, a entidade reforça seu papel de referência em informação, orientação e educação para artistas e detentores de direitos.

Rio2C acontece entre os dias 26 e 31 de maio de 2026, na Cidade das Artes.

Foto: Divulgação

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