Brahma leva Arena Nº1 a cinco capitais brasileiras para a Copa 2026
🔎 Foco da notícia 🔎
- A Ambev, por meio da marca Brahma, vai montar a “Arena Nº1” em cinco capitais brasileiras —Salvador, BH, Porto Alegre, Goiânia e Recife.
- Diferente de 2022, a Ambev optou por não aderir ao modelo oficial de “fan fest” da FIFA.
- O projeto é proprietário e independente, o que dá mais liberdade criativa para a marca e permite adaptar o evento ao estilo brasileiro.

Faltando menos de 100 dias para o pontapé inicial da Copa do Mundo da FIFA 2026, marcada para 11 de junho, a Ambev revelou seu plano para levar o torneio para as ruas do Brasil. A gigante de bebidas, por meio de sua marca principal Brahma, vai lançar o projeto Arena Nº1, montando estruturas temporárias em cinco capitais para transmitir ao vivo todos os jogos da seleção brasileira.
Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia e Recife foram as cidades escolhidas para receber as megafestas. Mais do que apenas uma tela, as arenas serão projetadas como centros de entretenimento completos, com apresentações musicais antes e depois das partidas, além de diversas ativações de marca. A Ambev estima que o público acumulado nas cinco cidades pode chegar a 600 mil pessoas ao longo do torneio.
A iniciativa representa uma expansão significativa de um conceito que a Brahma testou na Copa de 2022, quando montou pontos de exibição na Praia de Copacabana, no Rio, e no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Os locais exatos dentro das capitais escolhidas ainda estão sendo definidos, mas a primeira operação está confirmada para a estreia do Brasil contra o Marrocos, no dia 13 de junho.
Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev, reforçou que o objetivo é consolidar a Arena Nº1 como o principal ponto de encontro da torcida.
“A ideia é que a Brahma viabilize os melhores locais para os torcedores acompanharem e assistirem aos jogos. São pontos já reconhecidos como locais de transmissão e comemoração das partidas”, afirma.
Curiosamente, embora a controladora da Ambev, a AB InBev, seja patrocinadora global da Copa, a operação brasileira optou por não aderir ao modelo oficial de “fan fest” da FIFA.
“É um projeto proprietário e independente nosso. Isso dá mais liberdade de execução e nos permite deixar o evento mais com a cara do Brasil e da Brahma”, detalha Mendonça.
Por enquanto, não há planos da controladora global de replicar o modelo em outros países.
Dentro das arenas, o cardápio de bebidas contará com o portfólio do grupo. Apesar de a Brahma liderar a comunicação e ter os “naming rights”, outras marcas como Budweiser, Corona e Michelob Ultra também estarão disponíveis para atender diferentes perfis de consumidor. A Ambev também está em negociações com empresas de outros setores interessadas em participar da iniciativa.
Uma decisão importante ainda está em aberto: o acesso às arenas será gratuito ou pago? Diferente da edição de 2022, que não teve cobrança de ingresso, a empresa está avaliando esse modelo. A projeção de 600 mil pessoas considera o público acumulado em todos os jogos do Brasil, caso a seleção avance no mata-mata.
A Arena Nº1 é apenas um pilar da estratégia da Brahma para a Copa. A marca planeja tomar conta do país com a tematização de bares, a ambientação de ruas com elementos visuais do torneio e o reforço da presença nos pontos de venda, como supermercados, com materiais e ações especiais. Também está prevista uma campanha de comunicação integrada, envolvendo TV, mídia exterior (OOH), digital e redes sociais.
Para a Ambev, a Copa representa uma oportunidade de ouro para fortalecer a conexão com a marca em um período de grande mobilização nacional em torno do futebol.
“O nosso grande objetivo é criar conexão no universo de Copa do Mundo, futebol e Brahma e gerar proximidade com o consumidor”, ressalta Mendonça.
A empresa não revelou quanto vai investir no projeto, mas garantiu que o valor está à altura da experiência que quer entregar.
“O que posso dizer é que está alinhado com a experiência que queremos entregar. Não estamos medindo esforços para garantir que seja a principal festa em cada uma dessas cidades”, finaliza Mendonça.
O anúncio acontece em um momento em que a Ambev aposta na Copa para aquecer as vendas em 2026. Depois de registrar um lucro líquido de R$ 15,988 bilhões em 2025 — uma alta de 7,7% —, mas com leve recuo na receita e no volume de vendas, a companhia espera que o Mundial e a perspectiva de temperaturas mais altas nas Américas impulsionem o consumo de bebidas neste ano.
Foto: Divulgação