Westwing estreia na Bienal de Arquitetura com instalação de Marcelo Rosenbaum
Em sua primeira participação na Bienal de Arquitetura Brasileira, que acontece de 23 de março a 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a Westwing aposta em uma curadoria espacial que parte de um gesto essencial: observar o que já existe. A marca apresenta uma instalação assinada pelo arquiteto e designer Marcelo Rosenbaum, que transforma elementos icônicos do edifício projetado por Oscar Niemeyer em parte ativa da experiência expositiva, criando um ambiente onde arquitetura, mobiliário e visitação se fundem em uma única narrativa.
Inspirada pelas curvas, estruturas e pela materialidade da construção modernista, a intervenção nasce de uma leitura atenta da arquitetura original. A proposta evidencia elementos marcantes do projeto dos anos 1950 — como as curvas amplas, o desenho do corrimão e a força expressiva do concreto — e convida o público a percorrer o espaço sob novas perspectivas. O design, aqui, não se impõe como sobreposição, mas como desdobramento da lógica existente.

“O ponto de partida foi observar a arquitetura que já estava ali. O projeto nasce como um espelho da linguagem moderna de Niemeyer e propõe uma nova forma de ocupar o espaço a partir da pré-existência. Olhar para o que já existe pode ser uma potência criativa para pensar o futuro”, explica Marcelo Rosenbaum.
O coração da instalação é uma estante cuja estrutura reproduz e transforma a lógica da fachada do edifício. Ao ser reinterpretada como mobiliário, a fachada deixa de atuar apenas como limite arquitetônico e passa a funcionar como suporte para os produtos da Westwing. Já o sofá contínuo, que acompanha as curvaturas do guarda-corpo original, estabelece um contraponto à racionalidade da estante e reforça a linguagem orgânica presente na obra de Niemeyer.
Mais do que um espaço expositivo, a instalação propõe uma experiência de circulação e permanência. Pensado como um percurso, o ambiente convida o visitante a observar e também a ocupar o espaço, estimulando uma relação mais próxima com os objetos e com a própria arquitetura. A escolha dos materiais reforça essa leitura: a estante metálica evidencia a repetição e a modulação em diálogo com a arquitetura original, enquanto os tecidos do carpete e do sofá introduzem uma dimensão sensorial e acolhedora.
Para a Westwing, a participação na Bienal marca um movimento estratégico de aproximação da marca com o universo da arquitetura e do design autoral. A instalação também traduz fisicamente a visão da companhia sobre o morar contemporâneo: ambientes pensados para promover bem-estar, acolhimento e conexão.
“Participar da Bienal de Arquitetura é uma oportunidade de ampliar o diálogo da Westwing com o universo do design e da arquitetura. Convidar Marcelo Rosenbaum, uma das principais referências da arquitetura brasileira, foi uma forma de materializar nossa visão de casa como um espaço de experiência, cultura e bem-estar”, afirma Vanina Batista, diretora de criação da Westwing.
Nesse contexto, o mobiliário deixa de ser apenas objeto expositivo e passa a integrar uma narrativa espacial que conecta arquitetura, design e estilo de vida — consolidando a estreia da marca na Bienal como um marco em sua trajetória de construção de conteúdo e presença no mercado de arquitetura e decoração.
Fotos: Divulgação