Falta de propósito em ações de Carnaval pode comprometer marcas

Áreas de descanso e hidratação surgem como exemplos de ações onde as marcas conseguem dialogar com as necessidades do público

O Carnaval é um dos períodos mais intensos do calendário brasileiro e impacta diretamente o comportamento do consumidor. Com mudanças na rotina, no consumo e nas prioridades, o público passa a valorizar experiências coletivas, lazer, praticidade e soluções que facilitem a vivência dos dias de festa. Nesse contexto, marcas que desejam se destacar precisam ir além da visibilidade e avaliar se suas ações realmente fazem sentido para o momento.

Segundo especialistas, participar do Carnaval sem uma estratégia bem definida pode trazer riscos à reputação das empresas. Ativações forçadas, que não dialogam com as necessidades reais do público, tendem a gerar ruído em vez de conexão.

Ações de Carnaval

“O Carnaval funciona como um divisor claro entre marcas que entendem o momento e aquelas que apenas exploram a visibilidade do evento. Quando a marca não tem um papel claro dentro da experiência do público, a ativação pode chamar atenção ali na hora, mas não constrói o relacionamento duradouro com consumidores”, destaca Ramon Prado, CEO da HUSTLERS.BR.

De acordo com o especialista, o sucesso das ações de marketing no Carnaval está diretamente ligado à capacidade da marca de se integrar de forma natural à experiência das pessoas. Não basta “vestir” o Carnaval; é preciso entregar valor real.

Marcas que conseguem criar vínculos positivos durante a folia são aquelas que ajudam a resolver problemas comuns do período. Entretenimento, áreas de descanso e pontos de hidratação são exemplos de iniciativas que fazem sentido no contexto carnavalesco, pois atendem demandas reais de quem enfrenta longos deslocamentos, calor intenso e grandes aglomerações.

Essas ações fortalecem a percepção de cuidado e proximidade, criando experiências memoráveis e alinhadas ao posicionamento da marca.

Ativações forçadas

Por outro lado, quando não há uma conexão clara entre a marca e a experiência proposta, o risco de rejeição é alto. Ativações que apenas exploram o alcance do Carnaval, sem propósito ou relevância, costumam ser percebidas pelo consumidor de forma negativa.

O público identifica quando a marca está presente apenas para aproveitar a visibilidade do evento, sem entregar uma experiência significativa. Nesses casos, o impacto pode ser contrário ao esperado, prejudicando a credibilidade e o relacionamento com os consumidores.

“Ativar no Carnaval não é sobre fazer barulho, mas sobre fazer sentido. Marcas que entendem seu papel, respeitam o contexto e escolhem com critério como e se vão participar conseguem transformar o período em uma oportunidade real de conexão, sem perder a coerência e a credibilidade”, finaliza Ramon.

Foto: Divulgação/Gabriel Nascimento | Riotur

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