iFood usa 600 drones para formar o rosto da Preta Gil no céu de Salvador
🔎 Foco da notícia 🔎
- O iFood transformou o céu do Carnaval de Salvador em uma plataforma de live marketing, usando 600 drones para criar uma experiência visual imersiva.
- As apresentações conectaram a marca a símbolos afetivos e populares — o Canarinho da Seleção Brasileira e Preta Gil — ampliando o impacto emocional e cultural da ativação.
- Por trás de poucos minutos de espetáculo houve dias de programação, uma equipe especializada, testes, simulações e uma operação de precisão.

O Carnaval de Salvador ganhou uma ativação inédita em 2025 com o céu do circuito Barra-Ondina transformado em uma gigantesca tela de mídia pelo iFood. Em frente ao Farol da Barra, 600 drones criaram um espetáculo de luzes que homenageou o Canarinho, mascote da Seleção Brasileira, e a cantora Preta Gil, em uma das maiores ações aéreas já realizadas durante a folia baiana.
A apresentação dedicada a Preta Gil integrou a programação do Camarote Expresso 2222, que neste ano levou para a avenida o enredo “Para sempre Preta no 2222”, celebrando o legado da artista para a música, o Carnaval e a cultura brasileira.

Já o show do Canarinho reforçou a parceria do iFood com a Seleção Brasileira, levando para o céu símbolos como a bag da marca, o mascote e as cinco estrelas que representam os títulos mundiais do futebol brasileiro.
O que o público acompanhou por alguns minutos foi resultado de uma operação que começou dias antes. Ao todo, 13 profissionais estiveram envolvidos diretamente na ativação, entre pilotos, técnicos, programadores e equipes responsáveis por autorizações e logística. A base de operação foi instalada em uma área isolada ao lado do Farol da Barra, de onde os drones decolaram e pousaram diretamente em suas próprias plataformas, sem sobrevoar o público, respeitando rigorosos protocolos de segurança.
A montagem da estrutura levou de três a cinco horas, período em que foram organizados os equipamentos de controle, baterias e sistemas de monitoramento. Após o encerramento do espetáculo, a desmontagem demandou mais duas a quatro horas, com toda a operação sendo acompanhada em tempo real pela equipe técnica.
Cada imagem exibida no céu foi resultado de uma coreografia aérea previamente programada. Cada drone recebeu instruções exatas sobre onde deveria estar a cada segundo, sincronizado por um sistema central que garante que todos se movimentem como um único organismo. Durante o voo, a equipe monitorou dados como posição, sinal e nível de bateria até o pouso final.
Com peso médio de 520 gramas, os 600 drones mantiveram uma distância mínima de cerca de 1,5 metro entre si e voaram a alturas que podem chegar a até 120 metros, de acordo com as autorizações e as condições do local. O desafio técnico mais complexo esteve na programação das imagens, especialmente no retrato de Preta Gil, que levou cerca de dez dias de ajustes até atingir o nível de definição necessário para ser reconhecido no céu apenas por pontos de luz.
No caso do Canarinho, o desafio foi garantir fluidez nas transformações — da bag do iFood ao mascote e às estrelas — sem perder legibilidade durante os movimentos. Qualquer desvio mínimo na posição de um único drone poderia comprometer o desenho completo.

Antes de chegar ao público, todo o espetáculo passou por simulações em computador e por voos de teste no próprio local, quando foram avaliadas variáveis como vento, estabilidade do sinal e resposta individual de cada equipamento. Os drones operam com segurança em chuva leve e ventos de até 38 km/h. Caso essas condições sejam superadas, o show é adiado ou cancelado.
No céu, o público viu imagens que pareciam simples e quase mágicas. No solo, uma operação de alta precisão acompanhou cada segundo da ativação. A ação do iFood no Carnaval de Salvador mostrou como o live marketing pode expandir seus limites, transformando tecnologia em narrativa, mídia em emoção e o céu em palco.
Fotos: Divulgação