Eventos corporativos em 2026 terão IA integrada, foco em bem-estar e impacto social

Com o novo ano, o setor dos eventos corporativos entra numa fase de maturidade e transformação

“2026 será o ano em que os processos se tornam mais inteligentes.” A avaliação é de Rodrigo Nené, CEO da VenuesIn, ao analisar os rumos do mercado de eventos corporativos em 2026. Segundo o executivo, o próximo ano marca uma virada definitiva no setor, impulsionada pela integração da inteligência artificial, pelo fortalecimento do bem-estar, pelo avanço do impacto social e por uma sustentabilidade mais prática e mensurável.

Após anos de adaptação tecnológica e busca por experiências diferenciadas, o setor entra agora em uma fase de maior maturidade. As marcas deixam de pensar apenas no evento em si e passam a enxergá-lo como uma ferramenta estratégica de longo prazo, capaz de gerar impacto real nas pessoas, nas organizações e na sociedade.

Rodrigo Nené, CEO da VenuesIn

Como plataforma líder em venue finding para empresas e marcas em Portugal, a VenuesIn acompanha de perto os comportamentos de pesquisa, os critérios de escolha e os padrões de decisão do mercado. A partir dessa observação, a empresa identifica quatro grandes tendências que devem definir a próxima geração de eventos corporativos em 2026.

A primeira delas é a integração total da inteligência artificial. Se nos últimos anos a IA foi adotada como apoio, em 2026 ela passa a ocupar um papel central nos processos. As empresas esperam pesquisas automatizadas mais inteligentes, respostas rápidas e personalizadas e um verdadeiro “matchmaking” entre necessidades específicas e espaços disponíveis. Ferramentas de previsão de custos e de impacto ambiental ganham relevância, tornando o planejamento mais estratégico, eficiente e orientado por dados.

O segundo eixo é o fitness e o bem-estar, que deixam de ser diferenciais para se tornarem parte estrutural dos eventos. Cresce a demanda por venues com áreas externas, luz natural e espaços voltados a pausas conscientes. Atividades como sessões rápidas de alongamento, caminhadas, práticas de mindfulness e menus equilibrados passam a integrar a programação. O objetivo é criar ambientes que promovam energia, foco e regeneração, indo além do aspecto puramente profissional.

O impacto social corporativo surge como a terceira grande tendência. As empresas querem que seus eventos deixem um legado positivo, o que influencia diretamente a escolha de espaços e fornecedores. Projetos de inclusão social, apoio a comunidades locais, fornecedores com certificações éticas e políticas de diversidade claras ganham peso na tomada de decisão. Além disso, cresce o interesse por ações de voluntariado integradas à programação e por métricas que comprovem os resultados dessas iniciativas.

Por fim, a sustentabilidade entra em uma fase mais concreta, marcada pelo conceito de “second life”. As marcas passam a exigir provas práticas de compromisso ambiental, como redução de desperdício, reutilização de materiais e adoção de modelos circulares. Soluções descartáveis perdem espaço para estruturas modulares e reutilizáveis, enquanto relatórios ambientais e eventos de estética mais minimalista e funcional se tornam cada vez mais valorizados.

Para Rodrigo Nené, o cenário é claro: “2026 será o ano em que os processos se tornam mais inteligentes, as pessoas ocupam o centro das decisões, o impacto social vira pilar estratégico e a sustentabilidade deixa de ser discurso para se tornar prática diária”.

Segundo ele, esse novo momento exige que eventos, fornecedores e plataformas evoluam juntos, acompanhando um mercado que demanda mais clareza, personalização e impacto real.

Fotos: Divulgação

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