Ford faz história no Rally Dakar e domina classificação após terceira etapa

Os pilotos Mitch Guthrie, Martin Prokop, Mattias Ekström, Carlos Sainz e Nani Roma lideram o ranking correndo com a Ford Raptor T1+

O Rally Dakar, conhecido como a prova off-road mais exigente do planeta, encerrou a terceira etapa no dia 6 de janeiro com um feito histórico da Ford. A montadora colocou nada menos que cinco carros no topo da classificação geral — algo que não acontecia desde 2007, quando a Volkswagen liderou a etapa de abertura em Lisboa. O grande destaque desse desempenho é a Raptor T1+, modelo desenvolvido pela Ford Racing em parceria com a M-Sport.

Na liderança está Mitch Guthrie, que se tornou o primeiro piloto norte-americano a assumir a ponta do Dakar nesta fase da competição. Logo atrás aparece o tcheco Martin Prokop, que compete com uma Raptor por uma equipe privada. A sequência do top 5 ainda conta com Mattias Ekström, Carlos Sainz e Nani Roma, todos integrantes do time oficial Ford M-Sport.

A 48ª edição do Rally Dakar começou no dia 3 de janeiro e segue até o dia 17, com um percurso de cerca de 8.000 quilômetros pelos cenários extremos da Arábia Saudita. Dunas intermináveis, trechos pedregosos e condições climáticas severas fazem parte do desafio, que pode ser acompanhado pelo site oficial do World Rally-Raid Championship.

O evento reúne competidores de mais de 70 nacionalidades e mobiliza uma grande cobertura internacional, com mais de 600 profissionais de imprensa de 56 países, além de 130 fotógrafos, dezenas de veículos de apoio e cinco helicópteros dedicados às transmissões de TV.

Desafios extremos

Na edição passada, ano de estreia da Raptor T1+ no Dakar, a Ford já havia mostrado força ao conquistar o terceiro lugar com Mattias Ekström e a quinta posição com Mitch Guthrie. A equipe ainda conta com nomes de peso como Carlos Sainz e Nani Roma, pilotos experientes que juntos somam cinco títulos do Dakar e conhecem bem os riscos imprevisíveis da prova.

“Eu me lembro de 2015, quando era o atual campeão e precisei abandonar com apenas três quilômetros de especial por causa de um problema no motor. Isso foi algo totalmente inesperado. Experiências assim ensinam a encarar o Dakar com mais calma e cautela, sem confiar demais em previsões.” relembra Nani Roma.

A competitividade desta edição chama atenção. A diferença entre o primeiro e o décimo colocado é de pouco mais de 11 minutos, um intervalo bem menor do que o registrado em anos anteriores. Entre os 20 primeiros, a distância é de cerca de 30 minutos — a menor das últimas seis edições do Rally Dakar.

Fotos: Divulgação

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