Volkswagen apresenta Bienal de Curitiba em museus, ônibus e espaços urbanos

Patrocínio da montadora amplia a presença da 16ª Bienal Internacional de Curitiba para terminais, paradas e mais de mil ônibus

A arte contemporânea deixa os espaços tradicionais de exposição e ganha diferentes pontos de Curitiba durante a 16ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, apresentada pela Volkswagen do Brasil. Até 15 de novembro, a programação ocupa museus, centros culturais e também o sistema de transporte público da cidade, levando obras e experiências para locais que fazem parte da rotina dos moradores.

Com sede principal no Museu Oscar Niemeyer (MON), a Bienal se espalha por mais de dez instituições culturais da capital paranaense. A programação reúne mais de 300 artistas de 38 países, com trabalhos que passam por instalação, performance, fotografia, inteligência artificial, videoarte, arte sonora e realidade aumentada.

É justamente fora dos museus que a parceria com a Volkswagen ganha uma dimensão de experiência urbana. A Bienal ocupa 22 terminais de ônibus, 300 paradas e mais de 1.000 ônibus de Curitiba. Até o encerramento da mostra, vídeos de arte serão exibidos nas telas do sistema integrado de transporte, enquanto experiências de realidade aumentada serão ativadas em terminais e estações-tubo.

A estratégia amplia os pontos de contato da Bienal com o público e transforma a própria cidade em parte da exposição. Em vez de depender exclusivamente da visita a um museu, o conteúdo artístico passa a acompanhar a jornada cotidiana de quem utiliza o transporte coletivo.

No MON, principal endereço da programação, a exposição ocupa diferentes áreas do complexo, incluindo o Olho, a Torre, a Rampa, cinco salas expositivas e entressalas. Entre os destaques está “Poéticas da Memória e da Matéria”, protagonizada pela artista japonesa Chiharu Shiota.

Para Curitiba, Shiota criou quatro obras inéditas e site-specific. A instalação principal utiliza aproximadamente 300 quilômetros de fios, extensão equivalente ao trajeto entre Curitiba e Florianópolis, e se torna a maior obra desse tipo da artista realizada na América do Sul.

A relação com o público também aparece no processo de construção da exposição. Uma chamada pública internacional convidou pessoas a enviarem cartas, desenhos e relatos pessoais que passaram a integrar a obra de Shiota, conectando memórias individuais à instalação.

Sob o tema “LIMIARES”, a Bienal explora justamente zonas de transição entre diferentes realidades — humano e tecnológico, natural e artificial, físico e digital. A curadoria é assinada por Adriana Almada e Tereza de Arruda.

Além de Shiota, nomes como Max Esteban e Xia Hang estão entre os artistas presentes no MON, com trabalhos que abordam questões relacionadas à tecnologia, condição humana e novas formas de interação.

A Volkswagen participa da 16ª edição como patrocinadora por meio do Programa de Incentivo Fiscal Paraná Competitivo. A parceria também se conecta à presença industrial da montadora no estado: em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está uma das quatro fábricas da empresa no Brasil, responsável pela produção do T-Cross e do Novo Virtus e que também receberá a produção da futura picape Tukan.

Ao associar a marca a uma programação que ocupa museus e espaços cotidianos, a Volkswagen amplia sua atuação cultural para além do patrocínio tradicional. A Bienal passa a funcionar também como uma plataforma de acesso à arte, utilizando a infraestrutura urbana de Curitiba para aproximar a produção contemporânea de diferentes públicos.

Fotos: Divulgação

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