Criamigos redesenha lojas para abrir franquias mais baratas e vende 20% mais

Novo formato preserva a cerimônia de criar a pelúcia, custa R$ 350 mil e estreou em Balneário Camboriú.

| A Criamigos mudou a loja, mas não mexeu no ritual. A rede gaúcha de pelúcias personalizadas criou um novo formato de ponto de venda, mais barato de montar, e manteve no centro a experiência que a tornou conhecida: a criança escolhe o bicho, participa da cerimônia do coração e dá nome ao brinquedo.

O primeiro teste aconteceu em Balneário Camboriú (SC), na franquia mais antiga da rede, aberta em 2017 e reinaugurada em setembro. Segundo a empresa, as vendas subiram 20% no primeiro mês depois da reforma.

Loja Criamigos com prateleiras de pelúcias e urso de pelúcia gigante na entrada
Loja da Criamigos no novo formato. Foto: Divulgação/Criamigos

Criamigos enxuga a loja e mantém a cerimônia

O novo conceito reorganiza o espaço e a operação para cortar custo. Assim, a implantação de uma loja sai por cerca de R$ 350 mil, sem contar o ponto comercial. A rede projeta lucratividade de 12% a 15% sobre o faturamento bruto e retorno em cerca de dois anos.

Mesmo assim, a etapa de criação da pelúcia continua sendo o coração do PDV. Afinal, é ali que a marca transforma uma compra de brinquedo em um momento para a família, com escolha do personagem, dos acessórios e do nome.

Expansão a partir de 2027

Com o formato pronto, a Criamigos quer abrir de três a quatro unidades por ano a partir de 2027, com foco no Centro-Oeste e no Nordeste. Além disso, segundo Veronicah Sella, sócia da rede, o modelo serve de referência para os franqueados atuais modernizarem suas lojas.

Hoje, a marca tem 40 lojas, sendo 36 franqueadas e quatro próprias, em 12 estados e no Distrito Federal. Por mês, saem cerca de 10 mil pelúcias criadas nas lojas, e a base passa de 350 mil clientes.

Da loja ao quarteirão temático

A reforma também faz parte de um plano maior. Em Gramado (RS), onde a marca nasceu há dez anos, o Mundo Criamigos reúne hotel temático infantil, restaurante, parque com mais de 50 atividades e loja, em 7 mil m².

Ou seja, a loja de shopping vira a porta de entrada de um ecossistema que já inclui hotelaria e entretenimento. A informação foi publicada pelo Mercado & Consumo.

No varejo, aliás, a loja física segue ganhando peso como espaço de experiência, como mostram as novas boutiques da Nespresso.

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