Live Marketing se torna mais estratégico em 2026
Após um período de retomada intensa, o mercado de Live Marketing entra em 2026 em uma fase de maior maturidade, segundo análise de Flávia Morizono. A executiva é diretora de Planejamento & Operação da Agência Joia e acompanha de perto a evolução do setor.
De acordo com a especialista, o segmento passa a priorizar estratégias mais estruturadas, mensuráveis e conectadas aos objetivos reais de negócio das marcas. Com isso, ações focadas apenas em impacto pontual ou excesso de estímulos perdem relevância.

Neste novo cenário, as experiências deixam de ser tratadas como eventos isolados e passam a ocupar papel estratégico nos planos de comunicação e relacionamento das empresas. Assim, o Live Marketing se consolida como ferramenta de construção de valor.
A leitura reflete a atuação de Flávia Morizono no desenvolvimento de projetos para grandes marcas. A executiva também observa de perto a transformação no comportamento do público em eventos corporativos.
“Há uma mudança perceptível na forma como as marcas vêm estruturando suas experiências. Elas passam a ser planejadas com mais critério, objetivos mais claros e maior preocupação com resultados”, avalia.
A partir dessa vivência, Flávia aponta tendências que devem orientar as estratégias do setor ao longo de 2026.
Live Marketing em destaque
Entre os principais movimentos está o crescimento das experiências com propósito real. Marcas e consumidores demonstram maior atenção à coerência entre discurso e prática, valorizando impacto social, cultural ou humano consistente.
Nesse contexto, a relevância deixa de estar apenas na forma e passa a estar no conteúdo e na entrega. A experiência precisa gerar significado e conexão verdadeira com o público. Outra tendência é a integração entre físico, digital e dados. Os eventos passam a funcionar como plataformas de relacionamento, com planejamento estratégico do antes, durante e depois da ativação.
Dados, CRM, conteúdo e indicadores de performance ganham protagonismo, ampliando o valor da experiência ao longo do tempo. Dessa maneira, o evento deixa de ser apenas pontual. A tecnologia segue presente, porém com uso mais criterioso. Recursos como Inteligência Artificial, interatividade, realidade aumentada e automações são avaliados conforme objetivos e perfil do público.
Segundo Flávia, a tecnologia atua como suporte da experiência, e não como protagonista. O foco está em potencializar resultados e qualificar a entrega. A curadoria e a personalização também ganham espaço. Eventos genéricos perdem força, enquanto experiências desenhadas para públicos específicos se tornam mais relevantes.
A sustentabilidade passa a ter caráter estrutural nos projetos de Live Marketing. Planejamento logístico eficiente, redução de desperdícios e escolhas conscientes orientam as decisões desde o início.
Valor e legado
Após um período de forte digitalização, cresce a valorização da experiência presencial. A troca direta, a convivência e a vivência coletiva reforçam o papel dos eventos como espaços de conexão. Além disso, os eventos passam a ser pensados como plataformas de conteúdo. As ativações continuam a gerar impacto em redes sociais, imprensa e ações de relacionamento.
“O Live Marketing caminha para um modelo mais estratégico, consciente e conectado à realidade dos negócios”, diz. “O foco deixa de ser volume e passa a ser valor e legado, porque experiência que transforma não é a que impressiona por um dia, é a que permanece”, conclui Flávia Morizono.
Fotos: Divulgação