Bienal de SP notifica editora após homem mascarado beijar e assediar jovens em estande

Organização afirma que episódio não integrou ação oficial; Frutos Proibidos nega ter contratado ou convidado os participantes

A Bienal do Livro de São Paulo se viu no meio de uma grande polêmica após um homem mascarado beijar e assediar jovens no estande da Editora Fruto Proibido. As interações provocaram repercussão nas redes sociais e levaram a organização do evento a notificar a empresa. A Bienal acontece no Distrito Anhembi até 13 de setembro.

Especializada em dark romance, a editora afirmou que não contratou, convidou ou solicitou a presença dos mascarados. A Bienal, por sua vez, declarou que o episódio não fazia parte de sua programação nem de uma ação oficial promovida ou autorizada pela organização.

Interações no estande repercutem nas redes

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram visitantes em fila para fotografar e interagir com os homens mascarados. Um deles utilizava uma máscara inspirada em Ghostface, personagem da franquia de terror Pânico.

Os registros incluem abraços, beijos, fotos no colo e interações provocativas diante das câmeras. A circulação das imagens levantou questionamentos sobre os limites dessas abordagens em uma feira que recebe públicos de diferentes idades.

O episódio ocorreu em um espaço dedicado ao dark romance, gênero que explora temas como obsessão, violência, relações intensas e personagens moralmente ambíguos, podendo incluir conteúdo sexual.

Organização afirma que não autorizou a iniciativa

Em nota, a Bienal informou que tomou conhecimento do caso e notificou a editora responsável pelo estande.

“A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento”, declarou.

A organização também afirmou que não compactua com condutas inadequadas dirigidas ao público e que mantém regras para o funcionamento do evento e para as interações entre visitantes, expositores, autores e demais participantes.

Embora receba pessoas de todas as idades, a programação da Bienal contempla diferentes perfis de leitores, incluindo atividades destinadas ao público adulto e debates sobre literatura erótica e dark romance.

Editora nega contratação e anuncia revisão de procedimentos

A Fruto Proibido afirmou que a presença dos mascarados ocorreu de maneira espontânea e foi inicialmente interpretada pela equipe como uma interação com os visitantes.

Segundo a empresa, seus profissionais não sabiam quem estava por trás das máscaras e não tinham conhecimento, naquele momento, dos fatos relatados posteriormente nas redes sociais. A editora reconheceu que a equipe realizou fotos e vídeos com o público e com as pessoas mascaradas.

Ainda de acordo com a nota, a empresa passou a solicitar a identificação dos envolvidos ao perceber que a situação havia ganhado outra dimensão.

A Fruto Proibido declarou que não compactua nem endossa eventuais condutas atribuídas aos mascarados e informou que reforçará os procedimentos para interações e gravações em seus estandes durante eventos.

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

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