Cristalino Lodge cria acampamento de luxo com só duas tendas na Amazônia

O Cristalino Camp tem só duas tendas de 109 m², trilhas exclusivas e projeto da filha da fundadora do hotel.

| Um dos hotéis brasileiros mais premiados no exterior resolveu ficar ainda menor. O Cristalino Lodge, às margens do Rio Cristalino, no norte de Mato Grosso, implantou o Cristalino Camp, um acampamento de alto padrão com apenas duas tendas para hóspedes, dentro de mais de 11 mil hectares de floresta protegida.

Na prática, a proposta vai na contramão da escala. Em vez de mais quartos, o novo espaço tem duas tendas, uma tenda social e um deck com vista para o rio. Além disso, as trilhas e rotas guiadas ficam reservadas a quem se hospeda ali.

Vista aérea da tenda branca do Cristalino Camp em meio à floresta, às margens do Rio Cristalino
O Cristalino Camp, às margens do Rio Cristalino. Foto: Samuel Melim/Divulgação

Tendas de 109 m²

Primeiramente, cada tenda tem 109 m² de área útil e fica elevada do solo, afastada da outra e protegida por jardins. Dentro, a suíte master de 34 m² é climatizada, com cama king ou duas de solteiro. Ao lado, um quarto de 15 m² pode virar sala ou receber até dois jovens.

O banho, por sua vez, tem ducha interna e ducha externa aquecida num jardim privativo. No deck, uma banheira permite um mergulho à noite, sob as estrelas.

Projeto da família do Cristalino Lodge

O projeto é da arquiteta Adriana Da Riva, filha da fundadora do Cristalino Lodge. Entre 2005 e 2015, ela já havia desenhado os bangalôs, o deck flutuante, a sala de leitura e o restaurante do hotel.

Suíte com cama king vista da entrada de uma das tendas do Cristalino Camp
Suíte de uma das tendas do Cristalino Camp. Foto: Divulgação/Cristalino Lodge

Agora, a estrutura usa lona tensionada, madeira, ferro galvanizado e paisagismo com espécies nativas. Por isso, o conjunto é leve e deixa o ar circular. O mobiliário, por fim, mistura designers brasileiros e peças criadas para o empreendimento.

Menos gente, mais floresta

Da mesma forma, as áreas comuns são poucas, de propósito. Passarelas suspensas de madeira levam à tenda social, onde os hóspedes comem e descansam entre as saídas pela mata. Enquanto isso, telas e janelas enquadram o rio, e o som das corredeiras acompanha o dia.

Para o turismo de luxo, o recado é claro. Ou seja, o valor deixa de estar no tamanho do hotel e passa para o acesso exclusivo à natureza. Afinal, a novidade foi apresentada pela Revista Hotéis.

Do mesmo modo, as grandes marcas de hotelaria também disputam esse viajante, como mostrou o ranking das marcas de hotéis de luxo deste ano.

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