Mandarin Oriental lidera pela quarta vez o ranking das marcas de hotéis de luxo

Ranking anual da LTI avalia 20 redes por 134 critérios. A Oetker sobe para segundo, a Aman cai para nono e cinco marcas estreiam, entre elas Capella e Airelles.

| A Mandarin Oriental segue no topo das marcas de hotéis de luxo do mundo. Pela quarta vez seguida, o grupo com sede em Hong Kong lidera o ranking anual da LTI (Luxury Travel Intelligence), organização que reúne viajantes de alto padrão e avalia as grandes redes do setor. A nota foi de 81,1%, meio ponto acima da segunda colocada.

Logo atrás vem a Oetker, dona do Le Bristol, em Paris, e do Hotel du Cap-Eden-Roc, na Riviera Francesa. A rede alemã fez 80,6% e subiu do quarto para o segundo lugar. A Bulgari, com 80,2%, manteve o terceiro posto, e a Four Seasons fechou o pódio estendido em quarto, com 78,7%.

O que pesa na nota das marcas de hotéis de luxo

A LTI não avalia hotéis isolados. O que entra na conta é a marca inteira. O cálculo usa um algoritmo com 134 pontos de contato, cada um com peso próprio, e a pontuação máxima chega a 4.792. São considerados valores, compromissos, qualidade da gestão e preparo das equipes.

Além disso, o dinheiro investido pesa bastante, sobretudo em hotéis novos e em reformas. Neste ano, a lista cresceu de 15 para 20 nomes, e só concorreu quem tem pelo menos oito hotéis em operação. A avaliação recomeça do zero a cada edição. Ou seja, a colocação anterior não ajuda nem atrapalha.

Aman despenca e cinco nomes estreiam

A maior queda foi da Aman. Vice-líder em 2025, a rede caiu para o nono lugar, com 75,5%. Em compensação, a Dorchester Collection saltou do 12º para o sexto lugar. A Belmond também ganhou espaço e foi do 11º para o sétimo.

Cinco marcas entraram na lista pela primeira vez. Capella e Airelles estrearam direto no top 10, em oitavo e décimo. Já COMO, Jumeirah e Ritz-Carlton ficaram entre o 17º e o 19º lugar. Por outro lado, a Six Senses perdeu seis posições e terminou em 13º.

O ranking completo

  1. Mandarin Oriental, 81,1% (1º em 2025)
  2. Oetker, 80,6% (4º)
  3. Bulgari, 80,2% (3º)
  4. Four Seasons, 78,7% (6º)
  5. Rosewood, 78,0% (5º)
  6. Dorchester Collection, 76,9% (12º)
  7. Belmond, 76,6% (11º)
  8. Capella, 76,1% (estreia)
  9. Aman, 75,5% (2º)
  10. Airelles, 75,2% (estreia)
  11. Auberge Collection, 73,2% (8º)
  12. Rocco Forte, 72,9% (9º)
  13. Six Senses, 71,8% (7º)
  14. Raffles, 70,0% (15º)
  15. One&Only, 69,3% (10º)
  16. Peninsula, 68,6% (13º)
  17. COMO, 68,3% (estreia)
  18. Jumeirah, 68,2% (estreia)
  19. Ritz-Carlton, 68,0% (estreia)
  20. Banyan Tree, 67,4% (14º)

Para quem trabalha com experiência de marca, a lista diz muito. No luxo, endereço e decoração já não bastam para separar uma rede da outra. Conta a forma como a marca se apresenta, trata a equipe e investe para cumprir a mesma promessa em cada hotel. Não por acaso, marcas de outros setores buscam a hotelaria de alto padrão para suas ativações, como fez a Kérastase no Fairmont Rio.

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