Com dados da Globo, Eletromidia quer vender a rua como se fosse internet
OOH
Há um ano, a Eletromidia avisou o mercado que deixaria de vender painéis para vender audiência. Agora, a empresa mostra quanto vai custar essa virada: mais de R$ 1 bilhão em cinco anos.
O plano foi apresentado no encontro anual da Eletromidia com agências e anunciantes, o TMRW. O ponto central é transformar toda a rede de rua em telas de mídia digital out-of-home, conectadas e alimentadas por dados.

Afinal, desde 2025, a companhia pertence ao Grupo Globo. Por isso, a novidade mais forte é o acesso à base de 100 milhões de Globo IDs. Na prática, o anunciante poderá cruzar seus próprios dados com os da rede, em um ambiente protegido.
A empresa chama o modelo de Data Out-of-Home. Ou seja, a rua passa a ser planejada e medida com lógica parecida com a do digital. Assim, o anunciante sabe melhor quem viu a mensagem.
Para dar escala, a meta, detalhada também no site da empresa, é sair de 70 mil para 150 mil telas e alcançar 100 milhões de pessoas por mês. Além disso, a expansão prevê painéis digitais nas 12 principais rodovias paulistas, em projeto que ainda aguarda o Cade. Já nos condomínios, a rede deve dobrar, para 100 mil telas.
Além disso, outra peça do plano é a MIA, ferramenta de inteligência artificial da própria empresa. Ela confere se a peça está legível e adapta o criativo para dezenas de formatos. Em seguida, pode trocar a mensagem conforme clima, trânsito ou localização.
O que muda para quem anuncia com a Eletromidia
Ao mesmo tempo, o calendário ajuda a vender o projeto. A empresa será parceira oficial da FIFA na Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil. Também anunciou acordo com a NBA.
Para as marcas, o recado é claro. Se a promessa de medição se confirmar, a mídia exterior deixa de ser só alcance e passa a disputar verba de performance. Mesmo assim, os ganhos de lembrança e retorno divulgados no evento vêm de estudos da própria empresa e de uma parceira, e ainda precisam de comparação independente.