Metrô de SP transforma vagão em trem fantasma e quer marcas no Halloween de 2027

Na madrugada de 31 de outubro, convidados do mercado embarcaram num vagão cenografado e assistiram a cenas de terror em sete plataformas da Linha 2-Verde.

| Poucos lugares de São Paulo têm tanta gente e tão pouca experiência quanto o metrô. O Halloween do Metrô tentou inverter essa lógica por uma noite. E, de quebra, deixou um recado para o mercado: em 2027, o subterrâneo da cidade quer receber marcas.

A ação do Halloween do Metrô se chamou O Último Trem e aconteceu na madrugada de 31 de outubro. Cerca de 64 convidados, entre veículos, agências de publicidade e de live marketing, embarcaram às 0h30 na estação Vila Madalena. O destino era a Paraíso, na Linha 2-Verde.

Vagão ambientado para o Halloween do Metrô de São Paulo
Vagão cenografado de O Último Trem, na Linha 2-Verde. Foto: Divulgação

Sete estações, sete capítulos

A imersão começou antes do embarque. No credenciamento, os convidados passaram por um túnel adesivado com criaturas e cenas de terror. Em seguida, entraram num vagão todo ambientado, com teias, luz vermelha, pegadas de sangue no piso e um corpo coberto entre os bancos.

Com as portas fechadas, o público ficou dentro do trem. Enquanto isso, as cenas aconteciam do lado de fora, nas plataformas. Ao todo, 23 atores deram vida a personagens criados para a noite, como as Irmãs Siamesas, a Menina dos Trilhos, o Maquinista e uma contorcionista.

Cada uma das sete estações funcionou como um capítulo da mesma história, costurada por um narrador. Na Paraíso, uma das personagens conduziu o grupo até a MetroMania, a loja oficial do Metrô. Ou seja, o roteiro terminou exatamente no ponto de venda da marca.

O Halloween do Metrô como mídia

Na prática, o Metrô usou o próprio ativo como cenário. Não houve palco montado nem espaço alugado. Por outro lado, a lista de convidados mostra a intenção: quem estava no vagão compra mídia e cria ativações.

Isso não significa que o Metrô de São Paulo vá virar parque temático. Mas a empresa já trata a data como produto. Para 2027, a estratégia é abrir o Halloween para que marcas conectem o subterrâneo da cidade ao terror. Para quem trabalha com ações de Halloween, surge um território raro, com fluxo diário de milhões de pessoas e uma narrativa pronta.

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