Na braçadeira do capitão, um passo a passo para salvar vidas em campo
MARKETING ESPORTIVO | Poucos segundos separam um susto de uma tragédia quando um atleta desmaia em campo. Pensando nisso, o Deportes Concepción, do Chile, mudou a função da braçadeira de capitão.
Por fora, a braçadeira de capitão continua igual. Por dentro, porém, traz um guia visual de reanimação cardiopulmonar, a RCP. Na verdade, a ideia é da clínica Sanatorio Alemán, patrocinadora do clube, e ganhou o nome de Minutos Clave.

A ação estreou em maio. No entanto, profissionais de marketing esportivo voltaram a debatê-la agora como exemplo de patrocínio com utilidade real. Para eles, o caso prova que uma peça pequena pode carregar uma grande mensagem.
Afinal, o futebol já viveu cenas duras. Christian Eriksen teve uma parada cardíaca na Euro de 2021, e a equipe médica o salvou no gramado. Já o uruguaio Juan Izquierdo passou mal em um jogo da Libertadores, em 2024, e morreu dias depois.
Além da peça, a clínica também levou sua equipe de urgência para treinar os jogadores. Depois, abriu um concurso para clubes amadores ganharem braçadeiras personalizadas. Dessa forma, a mensagem saiu do estádio e chegou aos campos de bairro.
O próximo passo é apresentar o modelo à Federação Chilena de Futebol. Assim, outros clubes poderiam adotar a ideia sem grande custo, já que a peça já faz parte do uniforme.
A braçadeira de capitão como mídia que presta serviço
Para a clínica, que reúne seus serviços no site oficial, a escolha conversa com o próprio negócio. Por isso, em vez de apenas estampar o logotipo, a marca oferece conhecimento de saúde a quem precisa dele em campo.
No marketing esportivo, o caso mostra um caminho pouco explorado. Ou seja, o patrocinador pode ser lembrado pelo que entrega, e não só pelo que exibe. Portanto, o objeto mais simbólico do capitão vira também ferramenta de cuidado.
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