GP de São Paulo revela troféu inspirado em motores V10 e na música brasileira
O GP de São Paulo de Fórmula 1 apresentou o troféu que será entregue aos pilotos no pódio da etapa brasileira, marcada para novembro, em Interlagos. Produzida em titânio, a peça foi concebida para reunir diferentes símbolos associados ao automobilismo, à cidade de São Paulo e à música brasileira.

O ponto de partida do projeto são os coletores de escapamento dos motores V10, conhecidos pelo ronco marcante que entrou para a história da Fórmula 1. A estrutura do troféu é formada por cinco tubos que se unem em um único contorno, criando curvas que fazem referência tanto ao traçado de Interlagos quanto à trajetória do esporte a motor no Brasil.
A peça foi desenhada para revelar novas referências conforme é observada de diferentes ângulos. Na parte superior, por exemplo, o formato reproduz a silhueta do “S do Senna”, uma das curvas mais emblemáticas do circuito paulistano.
Vista de outra perspectiva, a estrutura lembra uma bandeira tremulando, em uma referência à sinalização que marca o encerramento de uma corrida e a vitória do piloto.
Som dos motores em linguagem visual
A música brasileira também foi incorporada ao conceito. Os cinco tubos representam simultaneamente os componentes do escapamento e as cinco linhas de uma partitura musical. Dependendo do ângulo, as curvas formam uma figura semelhante a uma colcheia, criando uma conexão entre o som produzido pelos motores e a música.
O designer Fábio Castellotti, responsável pela criação ao lado de Fernando Lambiasi e Gabriel Scholab, explica que as diferentes perspectivas foram pensadas para construir novas narrativas.
“Conforme vemos por outros ângulos, o troféu vai contando uma nova narrativa. Olhando de cima, fazemos uma homenagem à curva mais icônica de Interlagos, que é o ‘S do Senna’. Temos a representação da topografia que vemos pela TV, que é uma descida. Quando a gente vira do outro lado, a peça se assemelha a uma bandeira tremulando, a bandeira da vitória”, afirmou.
São Paulo no desenho
A própria configuração do circuito também foi incorporada ao objeto. Segundo Castellotti, as linhas foram organizadas no sentido anti-horário, em referência ao traçado de Interlagos, um dos circuitos que seguem essa orientação.
As formas ainda escondem uma referência direta ao nome da cidade. O desenho incorpora as letras “S” e “P”, iniciais de São Paulo.
“As linhas se resolvem de forma anti-horária, que tem tudo a ver com Interlagos, um dos raros circuitos com traçado anti-horário. E também temos menção ao ‘S’ e ao ‘P’, iniciais da cidade de São Paulo”, explicou.
Outro elemento aparece quando o troféu é observado de frente: seu contorno sugere o mapa do Brasil, incluindo a silhueta do litoral. Na base, o acabamento reproduz as zebras presentes nas pistas de corrida.
Automobilismo e cultura brasileira
A conexão com a música completa a proposta de transformar elementos do automobilismo em uma peça que também dialoga com a cultura nacional.
“Os cinco coletores do escapamento também representam as cinco linhas de uma partitura musical. Explorando por outros ângulos, vira uma colcheia, que é uma nota musical. É uma homenagem à ‘música’ feita pelos carros com motores V10”, completou Castellotti.
Com diferentes referências distribuídas em sua estrutura, o troféu foi concebido para representar Interlagos, São Paulo, o Brasil e a própria sonoridade histórica da Fórmula 1, levando para o pódio da etapa brasileira uma peça que funciona também como uma síntese visual do automobilismo nacional.
Foto: Divulgação