Gabriel Sotero sai da VML e abre a No.Land com cliente do Grupo Dasa
| Gabriel Sotero deixou a VML Brasil em janeiro com um plano. Agora, ele apresenta o resultado: a No.Land, agência independente que estreia já com clientes na carteira e uma tese clara sobre o papel da criação na era da inteligência artificial.
A No.Land começa com o reposicionamento da Genera, marca de testes genéticos do Grupo Dasa. Além disso, assina campanhas para três organizações internacionais de proteção ambiental: Sea Shepherd, WildAid e Freeland. Ou seja, nasce com um cliente corporativo grande e projetos de causa.
O modelo da No.Land
Sotero tem 22 anos de carreira, mais de 80 marcas atendidas e cerca de 150 prêmios, entre Cannes Lions, Effie, Clio e D&AD. Em 2026, foi o executivo de criação brasileiro mais premiado no The One Show. Por isso, a agência gira em torno do fundador, que atua direto nas contas.
A agência chama o modelo de “full specialist”. Em cada frente, de estratégia e mídia a criação e produção, a liderança fica com profissionais seniores do setor do cliente. Assim, a proposta é entregar estrutura de grande agência sem a operação pesada.
O valor do julgamento
A inteligência artificial está em todo o processo, do briefing à finalização. No entanto, Sotero vê nela também um problema. “Quando qualquer pessoa consegue gerar cem análises, cem planos de mídia e cem peças, o valor passa para quem sabe o que merece existir”, afirma.
O nome resume a ideia. Em inglês, “land” remete a território fixo e fronteiras. A No.Land, portanto, se apresenta como agência sem limites rígidos, capaz de se ajustar ao movimento das marcas.
Para o mercado, a estreia reforça a onda de criativos premiados que deixam as redes globais para abrir operações próprias. O movimento amplia a disputa entre agências independentes por contas grandes. A Genera, primeira cliente, tem site oficial com os serviços da marca.