Courvoisier recolhe o celular e devolve a festa em casa a 700 convidados em Nova York
| Toda marca de bebida quer estar na festa. A Courvoisier resolveu montar a sua, e com uma regra que pegou muita gente de surpresa na porta: festa sem celular. Assim, em 22 de outubro, mais de 700 convidados entregaram o aparelho, lacrado numa bolsinha, antes de subir as escadas do Ideal Glass Studios, em Greenwich Village, Nova York.
A festa sem celular não veio do nada. Afinal, uma pesquisa encomendada pela marca à Censuswide mostrou que 60% dos entrevistados nos Estados Unidos e no Reino Unido guardam algumas das melhores lembranças na casa de alguém. Além disso, um em cada cinco fez um amigo para a vida inteira numa festa em casa.
Uma casa inteira como cenário
O conceito vem de Pass The Courvoisier, primeira campanha global do conhaque em quase 20 anos. Nesse filme, por exemplo, uma garrafa passa de mão em mão numa festa em casa. Por isso, o nome também puxa a memória de Pass the Courvoisier, sucesso de Busta Rhymes em 2001 que colocou a marca na cultura pop americana.
Na prática, a ativação levou o filme para dentro de um casarão de dois andares. Logo de cara, para entrar no salão principal, era preciso dizer a senha, que era o próprio nome da campanha. Em seguida, o convidado passava pela cozinha, onde saíam dois drinques da casa, o Courvoisier and Lemonade e o Courvoisier Punch. Depois, podia escolher entre a sala de jogos, com Jenga e Uno, um armário confessionário para gravar vídeos e um quarto no andar de cima, com vinil, soul e o conhaque servido puro.
Ao mesmo tempo, embaixo, a pista seguia com rap, hip-hop, soca, dancehall e afrobeats. Além disso, os coletivos nova-iorquinos Fun With Friends e Missing Ingredient cuidaram da música e do clima de anfitrião. Enquanto isso, no banheiro, câmeras descartáveis substituíam o celular. Mais tarde, as fotos reveladas chegaram aos convidados depois, por um link exclusivo.
Por que a festa sem celular funciona para a marca
Para Allison Varone, chefe de marketing da Campari, dona da Courvoisier, tirar o celular fez as pessoas prestarem atenção em quem estava ao lado. Ou seja, a experiência entrega ao vivo o que o filme promete, que é gente reunida passando o copo adiante.
Além do mais, o movimento tem lastro. Segundo a Eventbrite, os eventos sem celular cresceram 567% no mundo. Portanto, a festa sem celular deixa de ser excentricidade e vira território de marca. Afinal, no caso da Courvoisier, isso significa trocar o post instantâneo por uma memória que só quem estava lá tem, e que a marca ajudou a criar.