Renova faz papel higiênico saltar da tela em shoppings da França

Em Paris e Lyon, a fabricante portuguesa usa um holograma visível a olho nu para apresentar o TextilPapier, feito com fibras de roupas usadas, a mais de 1,25 milhão de visitantes por semana.

| Papel higiênico raramente vira atração de shopping. A Renova resolveu provar o contrário e mantém, até 13 de novembro, um holograma 3D no Westfield Les 4 Temps, em Paris-La Défense, e no Westfield La Part-Dieu, em Lyon. Quem passa pelo corredor vê um rolo sair da tela e voar na sua direção.

O holograma 3D dispensa óculos, capacete ou aplicativo. Na animação, um personagem espia o ambiente pelo rolo, como se usasse uma luneta, e depois arremessa o papel para fora da tela. A ilusão funciona a olho nu e foi pensada para quem está só de passagem.

O roteiro termina na linha Renova TextilPapier, papel patenteado que leva fibras de roupas usadas, como jeans e camisetas. Segundo a Renova, o produto alcançou 97% de recomendação no ranking dos dez melhores papéis higiênicos de 2026 da plataforma ShopAdvizor, o índice mais alto entre as marcas de fabricante avaliadas.

Por que um holograma 3D no shopping

A escolha dos pontos tem conta feita. Juntos, os dois centros comerciais somam mais de 1,25 milhão de visitas por semana, com cerca de 642 mil no Les 4 Temps e perto de 612 mil no La Part-Dieu. É público de massa, que entra para comprar outra coisa e dá de cara com uma marca de higiene fazendo graça.

Na prática, a marca aposta no que chama de não lugares, espaços de circulação com os quais ninguém cria vínculo, como estações, galerias e praças de alimentação. Ou seja, lugares onde a atenção está em outro ponto e uma surpresa tem mais chance de ficar na memória.

Uma marca acostumada ao palco

Isso não significa que a fabricante portuguesa esteja estreando no formato. Em 2024, ela já tinha juntado mídia digital exterior, ilusões visuais para redes sociais e telas urbanas em Paris, Londres, Nova York, Seul e Xangai. Agora leva a mesma lógica para dentro do varejo francês, mercado em que mantém fábrica em Saint-Yorre.

O caso mostra que tecnologia de impacto não precisa servir só a carro, celular ou perfume, como fez a Samsung com hologramas em Londres. Quando a ideia conversa com o produto, até um rolo de papel consegue parar o movimento de um shopping.

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